O que é o ano da Misericórdia?


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Jubileu da Misericórdia em 7 passos

“Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia.”
Foi com estas palavras que o Papa Francisco anunciou o Jubileu da Misericórdia, no dia 13 de Março, segundo aniversário da sua eleição ao Pontificado, durante a celebração da penitência presidida na basílica vaticana.
Para compreenderes melhor o que é um Jubileu demos resposta a 7 questões que muitos de nós se fazem neste momento.

O que é um Jubileu?

A celebração do Jubileu católico tem origem no Jubileu hebraico, onde a cada 50 anos, durante um ano, chamado ano sabático, eram libertados escravos, as dívidas eram perdoadas e as terras deixavam de ser cultivadas, entre outras coisas. Estas comemorações são referenciadas na Bíblia, nomeadamente em Levítico (LV 25,8). Na tradição católica o jubileu tem também a duração de um ano, mas tem um sentido mais espiritual, consistindo no perdão dos pecados dos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano (Indulgências).
De onde surge a palavra Jubileu?
A palavra Jubileu vem do hebraico “yobel” que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu provém também da palavra latina “iubilum” que significa “grito de alegria”.

Qual a diferença entre Jubileu e Ano Santo?

A celebração de um Jubileu ocorre durante um ano, daí que esse ano seja chamado “Ano Santo” ou “Ano Jubilar. A designação de “Ano Santo” começou a ser utilizada pelo Papa Sisto IV no Jubileu de 1475.
De quanto em quanto tempo se realiza um Jubileu?
O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. Se a celebração de um Ano Santo ordinário ocorre a cada 25 anos, o Ano Santo extraordinário é proclamado pelo Papa sempre que pretenda celebrar algum facto de forma
especial.

Quando se realizará o Jubileu da Misericórdia?

O Jubileu da Misericórdia, é um Jubileu extraordinário e o seu início será assinalado oficialmente a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Neste dia celebra-se também o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II. O encerramento do Ano Santo será no dia 20 de novembro de 2016.
Este é o primeiro jubileu desde o que foi convocado por João Paulo II, em 2000, para assinalar o início do terceiro milénio.

Porque se abre a Porta Santa no início do Jubileu?

A Porta Santa só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimónia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino” que significa “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”.
Depois de aberta, entoa-se o Te Deum e o Papa atravessa esta porta com os seus colaboradores.

Porque convocou o Papa Francisco este Ano Santo?

«Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho.” – justificou o Papa Francisco aquando do anúncio oficial do 29º Jubileu da história da Igreja, defendendo que «ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus» e que a Igreja «é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém».
«As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem», realçou.

Ler mais em: http://www.cristojovem.com/recursos/formacao-e-estudo/2655-jubileu-da-misericordia-em-7-passos


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Encontro da Bíblia – 2016 – Anápolis – Go.



XXVI ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 25/09/2016

ANÁPOLIS – GOIÁS


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BÍBLIA SAGRADA


A Diocese de Anápolis se prepara para mais uma grandiosa festa, é a 26ª Edição do Encontro da Bíblia que neste ano traz o tema

“Ele te dirá todas as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa” (At 11,14).

Será um encontro voltado para o aprofundamento da Palavra de Deus e também de condução à oração com muito avivamento, cura e libertação. As crianças de 04 a 10 anos de idade poderão participar do Encontro da Bíblia Kids. A RCC Anápolis está preparando um espaço com  brincadeiras, atividades manuais, evangelização e oração para os pequenos.

Os jovens também terão uma acolhida especial com músicas e orações voltadas especialmente para eles.  E para todas as pessoas que desejarem atendimento individual de oração, haverá uma equipe de servos especialmente formados para atendê-las.


Encontro da Bíblia Em Anápolis

Dia 25/09/2016

No Centro de Evangelização João Paulo II

Sede do Escritório da RCC Em Anápolis

Rua, N Bairro São Joaquim

Próximo ao condomínio Porto Rico

Das 7:30 Hs às 18:00 Hs

Haverá fornecimento de almoço no local

Finalizando com a Santa Missa



XXV ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 27/09/2015

“Enviarei sobre a terra fome e sede de ouvir a palavra do Senhor.”

(cf Amós 8,11)



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Na Igreja Católica, o mês de setembro é dedicado à Bíblia. E para celebrar ainda mais a Palavra de Deus, a RCC vai realizar o 25º Encontro da Bíblia no dia 27 de Setembro a partir das 8:00 hs haverá  Adoração ao Santíssimo, pregações, atendimento de confissão e Missa de Encerramento às 16:00 h.

Todos estão convidados. Haverá praça de alimentação no local. Quem desejar almoçar,  o valor da refeição será R$ 10,00. A entrada no Centro de Evangelização João Paulo II no Bairro São Joaquim é franca.


XXIV ENCONTRO DA BÍBLIA

 Setembro Mês da Bíblia

Dia 28/09/2014


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BÍBLIA SAGRADA


Este ano o encontro está programado para o mesmo local dos anos anteriores:


Encontro da Bíblia Em Anápolis

Dia 28/09/2014

No Centro de Evangelização João Paulo II

Sede do Escritório da RCC Em Anápolis

Rua, N Bairro São Joaquim

Próximo ao condomínio Porto Rico

Das 7:30 Hs às 18:00 Hs

Haverá fornecimento de almoço no local

Finalizando com a Santa Missa


ENCONTRO DA BÍBLIA – ANÁPOLIS.



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de Deus pra você.


Semeando a cultura de Pentecostes



Semana Nacional da Família – 2013.


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Hora da Família 17 – 2013

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

A Transmissão e Educação

da Fé Cristã na FAMÍLIA:

De 11 a 18 de Agosto de 2013

NA SUA PARÓQUIA



HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 1

Com uma edição mais dinâmica, belas ilustrações e harmoniosas cores,  acaba de chegar o HORA DA FAMÍLIA 2013.

O tema deste ano  é “A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família” considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o “Ano da Fé”, instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.
O livreto tem sete encontros, sete celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias, a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB. Os temas compreendem o papel dos pais; os desafios que se apresentam; os valores que permanecem; educação pela presença; a presença dos pais com fortaleza e docilidade; iniciação cristã, como educação para a felicidade e, por último, a elaboração de projeto de vida pessoal e familiar.
Nas celebrações propostas, há sugestões para: dia das mães, dia dos pais, dia dos avós, ocasião de bodas e ocasiões para lembrar a necessidade da penitência e da reconciliação. No subsídio, a Comissão apresenta o plano de ação de todo o ano de 2013.
O“Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar – SECREN, pelos Casais regionais da Pastoral Familiar e ainda em algumas livrarias católicas. http://www.cnpf.org.br/

HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 2

O nosso subsídio “Hora da Família 2013” foi elaborado a partir da Palavra de Deus, de Documentos do Magistério, das catequeses dos Encontros Mundiais das Famílias em Manila (2003) e no México (2009), bem como alguns escritos dos fascículos da Escola de Famílias e textos acadêmicos e pastorais. O “fato da vida” também foi baseado no livro “Esposos e Santos” que foi composto pelas conferências organizadas pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Estudos sobre Matrimônio e Família/Roma, que aconteceu entre novembro e maio de 2010.

A “Hora da Família 2013” foi elaborada para ser um instrumento que colaborasse, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, para aprofundar a reflexão sobre a beleza da família como lugar privilegiado para que o ser humano realize as suas mais nobres aspirações de eternidade e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade.

Com as reflexões a partir do tema A TRANSMISSÃO E EDUCAÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FAMÍLIA, o subsídio Hora da Família 2013 foi dividido em sete encontros, conforme a sequência:

Os temas dos encontros:

1º tema:

A Família, Primeira e Principal Transmissora da Fé.

[Leia Mais outros temas]. Clik no Link

2º tema: Desafios Cristãos na educação dos filhos na fé;

3º tema:  Valores que permanecem;

Indicações:

1 – A Paróquia e a Formação de Valores na Família.

2 – Família e Virtudes Sociais.

4º tema: Educar pela presença;

5º tema: Educar com fortaleza e “docilidade de alma”;

6º tema: Iniciação Cristã  [Leia Mais…]

7º tema: Projeto de Vida Pessoal e Familiar.

Os temas desejam provocar e desafiar os pais a assumirem cada vez mais a missão de primeiros e autênticos transmissores e educadores da fé cristã. Atraídos por Jesus Cristo, são convocados por Ele na Igreja ao anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo, uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé.

Na descoberta diária do amor, a família ganha força e vigor no compromisso missionário, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé na família cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna os membros da família fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de fato, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra, a fim de se tornarem seus discípulos (cf. Porta Fidei, 7).

Além dos sete encontros, a “Hora da Família 2013” oferece outras sugestões de celebrações que envolvem os membros da família em ocasiões comemorativas e possibilitam celebrações em outros ambientes que vão além da comunidade eclesial, tais como: escolas, universidades, fábricas, escritórios e outros. Estes encontros são elaborados de tal forma que sejam úteis para qualquer época do ano.

Para facilitar os encontros, os trechos bíblicos foram colocados na sua íntegra “no corpo” deste subsídio. Trechos bíblicos retirados da Bíblia Sagrada – Tradução CNBB. No entanto, sugerimos que as leituras sejam proclamadas diretamente no livro bíblico.

A 17ª edição do subsídio “Hora da Família” traz em seu final uma relação de cantos. Dessa forma não há indicação dos cantos nos encontros. As equipes poderão escolher alguns dentre estes ou outros conhecidos da comunidade local. E um pequeno texto para motivar a implantação de Associação de Famílias nas diversas Paróquias do Brasil. E, por fim, a relação dos Bispos, Assessores eclesiásticos, casais da Comissão Nacional da Pastoral Familiar e seus respectivos endereços eletrônicos.

Não deixe a sua família fora desse momento de evangelização. Eu Participo!
A Hora da Família 2013 custa R$ 3,00 e você poderá comprar na Pastoral Familiar da sua Paróquia, Diocese ou Regional. Ou mesmo pelo telefone: 61 34432900 ou pelo.

Site: http://www.cnpf.org.br/




Textos Preparados para

Encontros de Casais Com Cristo

São sugestões de estudo para a preparação do tema proposto


      Atualizado em 10/05/2012



Papa Francisco Fala Sobre a RCC.


Em entrevista dentro do avião no retorno para Roma, Papa Francisco respondeu e esclareceu diversas questões pendentes aos repórteres, uma delas foi sobre a aceitação da Renovação Carismática Católica e neste caso ele mesmo esclareceu que sua primeira opinião antes de conhecer o movimento não foi nada boa, mas ao observar seu crescimento e amadurecimento hoje ele não só aceita como reconhece que é um instrumento essencial na renovação de toda a Igreja.


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Papa Francisco Fala sobre a RCC.


Texto Parcial da Entrevista:

A Igreja no Brasil está perdendo fiéis. A Renovação Carismática é uma possibilidade para evitar que eles sigam para as igrejas pentecostais?

Papa Francisco – É verdade, as estatísticas mostram. Falamos sobre isso ontem com os bispos brasileiros. E isso é um problema que incomoda os bispos brasileiros. Eu vou dizer uma coisa: nos anos 1970, início dos 1980, eu não podia nem vê-los. Uma vez, falando sobre eles, disse a seguinte frase: eles confundem uma celebração musical com uma escola de samba. Eu me arrependi. Vi que os movimentos bem assessorados trilharam um bom caminho. Agora, vejo que esse movimento faz muito bem à Igreja em geral. Em Buenos Aires, eu fazia uma missa com eles uma vez por ano, na catedral. Vi o bem que eles faziam. Neste momento da Igreja, creio que os movimentos são necessários. Esses movimentos são uma graça para a Igreja. A Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns sigam os pentecostais. Eles são importantes para a própria Igreja, a Igreja que se renova.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/07/29/entrevista-com-o-papa-francisco-quem-sou-eu-para-julgar-os-gays/


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O Ano da Fé.


Começa o grande Ano da Fé 



É a data que marcou o início do Concílio Vaticano II, em 1962. O Papa convocou o Sínodo dos Bispos no mês de outubro de 2012 que terá como tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, e que abrirá o “Ano da Fé”, que irá até a Festa de Cristo Rei, em novembro de 2013. É a Igreja cumprindo a missão que Jesus lhe deu: “Ide evangelizar!”. A missão da Igreja é esta; Paulo VI disse que esta é a identidade e a missão da Igreja. Para a Igreja deixar de evangelizar seria como para o sol deixar de brilhar.

O Vaticano tem dado orientações de como deve ser este Ano especial. “O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé…”. A “Congregação da Fé” destaca que hoje é necessário um empenho maior a favor duma Nova Evangelização (“novo ardor, novos métodos e nova expressão”), para crer, reencontrar e comunicar a fé.

Recordando o 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, destaca que no Ano da Fé devem-se encorajar as romarias dos fiéis ao Vaticano, bem como à Terra Santa. O papel especial de Maria no mistério da salvação deverá ser ressaltado, e recomenda também romarias, celebrações e encontros nos maiores Santuários Marianos no mundo.



A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro deverá ser um evento de destaque dentro do Ano da Fé, uma “ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria que provém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande família da Igreja”. Sejam organizados simpósios, congressos e encontros de grande porte, a nível paroquiano, diocesano e internacional, que favoreçam o encontro com testemunhos da fé e o conhecimento da doutrina católica. Neste sentido o Vaticano pede que os fiéis se aprofundem no conhecimento dos principais Documentos do Concílio Vaticano II e o estudo do Catecismo da Igreja Católica, o que vale de modo particular “para os candidatos ao sacerdócio”.

O Vaticano deseja que haja celebração de abertura do Ano da Fé e uma solene conclusão do mesmo a nível de cada Igreja particular. E em cada diocese do mundo deverá ser preparada uma jornada sobre o Catecismo da Igreja Católica. Também é pedido que neste Ano da Fé os fiéis acolham com maior atenção as homilias, as catequeses, os discursos e as outras intervenções do Papa. “Cada Bispo poderá dedicar uma sua Carta pastoral ao tema da fé, recordando a importância do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja”. No período da quaresma, haja celebrações penitenciais para se pedir perdão a Deus, em particularmente pelos pecados contra a fé; e que haja maior frequência ao sacramento da Penitência. “As novas Comunidades e os Movimentos eclesiais, de modo criativo e generoso, saberão encontrar os modos mais adequados para oferecer o próprio testemunho de fé ao serviço da Igreja”.

Prof. Felipe Aquino


Bento XVI recomenda a leitura diária da Bíblia.


“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”.



A Palavra de Deus é viva e eficaz

e produz o seu efeito quando vivida.


“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”.

Com esta frase de São Jerônimo, o Santo Padre aconselhou, recentemente, a todos os fiéis ler um trecho da Bíblia todos os dias.

Bento XVI pediu a todos os fiéis que leiam a Bíblia todos os dias.

No seu discurso, o Pontífice apresentou ao público os ensinamentos de São Jerônimo (347-419/420), um dos maiores estudiosos da Bíblia de todos os tempos.

Aproximar-se dos textos bíblicos, principalmente do Novo Testamento, é essencial para o fiel, pois “ignorar a Escritura é ignorar Cristo”, explicou o Papa citando uma frase célebre de São Jerônimo.

«Enamorado» da palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: «Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?», lembrou o Papa.

A Bíblia, instrumento «pelo qual Deus fala aos fiéis em cada dia, converte-se deste modo em estímulo e manancial da vida cristã para todas as situações e para todas as pessoas».



«Ler a Escritura é conversar com Deus», explicou: «Se rezas – escreve São Jerônimo a uma jovem nobre de Roma – falas com o Esposo; se lês, é Ele quem te fala».

O Pontífice recordou ao público que, para Jerônimo, “um critério metodológico fundamental na interpretação das Escrituras era a sintonia com o magistério da Igreja”.

«Nunca podemos ler a Escritura por nós mesmos. Encontramos demasiadas portas fechadas e caímos em erros. A Bíblia foi escrita pelo Povo de Deus e para o Povo de Deus, sob a inspiração do Espírito Santo», explicou Bento XVI.

Opus Dei –07 de dezembro de 2007


São Jerônimo é o ícone desse amor profundo á Escritura. Enamorado da palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: “Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?”            Leia Mais =>




JMJ 2013 – RIO DE JANEIRO – BRASIL



PAPA ESCOLHE O RIO DE JANEIRO PARA A PRÓXIMA EDIÇÃO!

– Bento XVI anunciou esta manhã que a próxima JMJ se realizará em 2013, na cidade do Rio de Janeiro e entregou a um grupo de peregrinos brasileiros a “Cruz dos Jovens”, que deve chegar em nosso país em setembro para uma peregrinação por toda a nação e outros países da América do Sul.

Abaixo, a íntegra do discurso do papa, proferido logo após rezar a oração mariana do Angelus, no aeroporto Cuatro Vientos.

O texto, em sua tradução em português, foi distribuído pela Secretaria de Estado do Vaticano.

Queridos amigos!

Agora ides regressar aos vossos lugares de residência habitual.

Os vossos amigos vão querer saber o que é que mudou em vós depois de vos terdes encontrado nesta nobre cidade com o Papa e centenas de milhares de jovens do mundo inteiro: Que ireis dizer-lhes? Convido-vos a dar um testemunho destemido de vida cristã diante dos outros. Assim sereis fermento de novos cristãos e fareis com que a Igreja se levante robusta no coração de muitos.

Nestes dias, quanto pensei naqueles jovens que aguardam o vosso regresso! Transmiti-lhes a minha estima, particularmente aos mais desfavorecidos, e também às vossas famílias e às comunidades de vida cristã a que pertenceis. Não posso deixar de vos confessar que estou verdadeiramente impressionado com o número de Bispos e sacerdotes presentes nesta Jornada. Agradeço-lhes a todos do fundo da alma, animando-lhes, ao mesmo tempo, a continuar cultivando a pastoral juvenil com entusiasmo e dedicação. […]

Compraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro no Brasil.

Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão-de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira.

Queridos amigos, antes de nos despedirmos e no momento em que os jovens de Espanha entregam aos do Brasil a cruz das Jornadas Mundiais da juventude, como Sucessor de Pedro confio a todos os presentes esta insigne incumbência: Levai o conhecimento e o amor de Cristo ao mundo inteiro. Ele quer que sejais os seus apóstolos no século XXI e os mensageiros da sua alegria. Não O desiludais! Muito obrigado!

Saudação em francês:

Queridos jovens de língua francesa, hoje Cristo pede-vos para permanecerdes radicados n’Ele e, com a sua ajuda, edificar a vossa vida sobre a rocha que é Ele mesmo. Ele vos envia para serdes testemunhas corajosas e sem complexos, autênticas e credíveis! Não tenhais medo de ser católicos e dar sempre testemunho disso mesmo ao vosso redor com simplicidade e sinceridade. Que a Igreja encontre em vós e na vossa juventude os missionários radiosos da Boa Nova!

Saudação em inglês:

Saúdo todos os jovens de língua inglesa presentes hoje aqui. Como agora ides voltar para casa, levai convosco a boa nova do amor de Cristo, que experimentamos nestes dias inesquecíveis. Fixai os vossos olhos n’Ele, aprofundai o vosso conhecimento do Evangelho e produzi abundantes frutos de Amor e Paz. Deus vos abençoe até nos encontrarmos de novo!

Saudação em alemão:

Meus queridos amigos, a fé não é uma teoria. Crer significa entrar numa relação pessoal com Jesus e viver a amizade com Ele em comunhão com os demais, na comunidade da Igreja. Confiai a Cristo a vossa vida e ajudai os vossos amigos a alcançar a fonte da vida, Deus. Que o Senhor vos torne testemunhas alegres do seu amor.

Saudação em italiano:

Queridos jovens de língua italiana! Saúdo a todos vós. A Eucaristia que celebrámos é Cristo ressuscitado presente e vivo no meio de nós: graças a Ele, a vossa vida está enraizada e alicerçada em Deus, está firme na fé. Com esta certeza, regressai de Madrid e anunciai a todos o que vistes e ouvistes. Respondei com alegria ao chamamento do Senhor, segui-O pela estrada que vos indicará e permanecei sempre unidos a Ele: produzireis muito fruto!

Saudação em português:

Queridos jovens e amigos de língua portuguesa, encontrastes Jesus Cristo! Sentir-vos-eis em contra-corrente no meio duma sociedade onde impera a cultura relativista que renuncia a buscar e a possuir a verdade. Mas foi para este momento da história, cheio de grandes desafios e oportunidades, que o Senhor vos mandou: para que, graças à vossa fé, continue a ressoar a Boa Nova de Cristo por toda a terra. Espero poder encontrar-vos daqui a dois anos, na próxima Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil. Até lá, rezemos uns pelos outros, dando testemunho da alegria que brota de viver enraizados e edificados em Cristo. Até breve, queridos jovens! Que Deus vos abençoe!

Saudação em polaco:

Queridos jovens polacos, fortes na fé, radicados em Cristo! Os dons recebidos de Deus nestes dias produzam em vós frutos abundantes. Sede as suas testemunhas. Levai aos outros a mensagem do Evangelho. Com a vossa oração e com o exemplo da vida ajudai a Europa a encontrar de novo as suas raízes cristãs.

Após as saudações, Bento XVI concedeu a todos a sua bênção.

A Jornada Mundial da Juventude nasce de uma idéia de João Paulo II, que ao encerrar o Ano Santo da Redenção, em 1984, entregou aos jovens uma cruz de madeira de 4m de altura, convidando-os a levá-la por todo o mundo. Desde então, houve Jornadas em Roma (1985), Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Polônia, em 1991), Denver (Estados Unidos, em 1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma novamente (no Jubileu, 2000), Toronto (2002), Colônia (Alemanha, 2005), Sydney (Austrália, 2008) e Madri, neste ano.

Até 2002, os encontros eram realizados a cada dois anos. A partir de 2005, passaram a ocorrer a cada três anos e agora, segundo o anúncio do papa, volta novamente a dois anos de diferença, para evitar que o evento coincida em 2014 com a realização da Copa do Mundo, no Brasil. Nos anos entre os encontros mundiais, as Jornadas se realizam em nível diocesano em cada país.


     Madri, 21 ago (RV)    Fonte: RV


“Ide e evangelizai todos os povos”

É o lema escolhido por Bento XVI

Para o JMJ 2013 no Brasil.

O Papa Bento XVI anunciou nesta quarta-feira (24), ao término da audiência geral realizada no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o lema escolhido para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Rio de Janeiro.

O lema será a passagem evangélica de Mateus 28, 18: “Ide e evangelizai todos os povos”. A JMJ do Rio será realizada entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, segundo informaL’Osservatore Romano.

O lema escolhido pelo Papa sublinha o caráter missionário da próxima JMJ, como já anunciou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, na coletiva de imprensa realizada em Madri imediatamente depois do encerramento da JMJ 2011.

O Papa também anunciou o lema da JMJ do próximo ano que, como é tradição, será realizada nas dioceses no Domingo de Ramos de 2012: “Estai sempre alegres no Senhor!”, tirado da Carta aos Filipenses (4, 4).

“Desde já, confio à oração de todos a preparação destes importantes encontros”, disse o Papa aos fiéis reunidos no pátio de Castel Gandolfo.

Fonte: Zenit


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SOLENIDADE DE PENTECOSTES.

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Basílica de São Pedro
Domingo, 31 de Maio de 2009

Cada vez que celebramos a Eucaristia, vivemos na fé o mistério que se realiza no altar, ou seja, participamos no supremo gesto de amor que Cristo realizou com a sua morte e ressurreição. O único e idêntico centro da liturgia e da vida cristã o mistério pascal adquire então, nas diversas solenidades e festas, “formas” específicas, com ulteriores significados e com particulares dons da graça. Entre todas as solenidades, o Pentecostes distingue-se por importância, porque nela se verifica aquilo que o próprio Jesus anunciara como a finalidade de toda a sua missão na terra. Com efeito, enquanto subia para Jerusalém, declarara aos discípulos:  “Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu, senão que ele já tenha sido ateado?” (Lc 12, 49). Estas palavras encontram a sua mais evidente realização cinquenta dias depois da ressurreição, no Pentecostes, antiga festa judaica que na Igreja se tornou a festividade por excelência do Espírito Santo:  “Viram, então, aparecer umas línguas de fogo… e todos ficaram cheios de Espírito Santo” (Act 2, 3-4). O verdadeiro fogo, o Espírito Santo, foi trazido sobre a terra por Cristo. Ele não o arrebatou dos deuses, como fez Prometeu segundo o mito grego, mas fez-se mediador do “dom de Deus”, obtendo-o para nós com o maior gesto de amor da história:  a sua morte na cruz.

Deus quer continuar a doar este “fogo” a cada geração humana e, naturalmente, é livre de o fazer como e quando o quer. Ele é espírito, e o espírito “sopra onde quer” (cf. Jo 3, 8). Porém, existe um “caminho normal” que o próprio Deus escolheu para “lançar fogo sobre a terra”:  este caminho é Jesus, o seu Filho Unigénito encarnado, morto e ressuscitado. Por sua vez, Jesus Cristo constituiu a Igreja como o seu Corpo místico, para que prolongue a sua missão na história. “Recebei o Espírito Santo” disse o Senhor aos Apóstolos, na tarde da ressurreição, acompanhando estas palavras com um gesto compreensivo:  “soprou” sobre eles (cf. Jo 20, 22). Assim, manifestou que lhes transmitia o seu Espírito, o Espírito do Pai e do Filho. Agora, caros irmãos e irmãs, na hodierna solenidade a Escritura diz-nos mais uma vez como deve ser a comunidade, como devemos ser nós para receber o dom do Espírito Santo. Na narração, que descreve o acontecimento do Pentecostes, o Autor sagrado recorda que os discípulos “se encontravam todos reunidos no mesmo lugar”. Este “lugar” é o Cenáculo, a “sala no andar de cima” onde Jesus realizara a última Ceia com os seus Apóstolos, onde lhes aparecera ressuscitado; aquela sala que se tinha tornado, por assim dizer, a “sede” da Igreja nascente (cf. Act 1, 13). Todavia, mais do que insistir sobre o lugar físico, os Actos dos Apóstolos tencionam acentuar a atitude interior dos discípulos:  “Todos, unidos pelo mesmo sentimento, se entregavam assiduamente à oração” (Act 1, 14). Por conseguinte, a concórdia dos discípulos é a condição para que venha o Espírito Santo; e a condição prévia da concórdia é a oração.

Queridos irmãos e irmãs, isto é válido também para a Igreja de hoje, é válido para nós que estamos aqui congregados. Se quisermos que o Pentecostes não se reduza a um simples rito ou a uma comemoração até muito sugestiva, mas seja um acontecimento actual de salvação, temos que nos predispor em expectativa religiosa do dom de Deus, mediante a escuta humilde e silenciosa da sua Palavra. A fim de que o Pentecostes se renove no nosso tempo, talvez seja necessário sem nada tirar à liberdade de Deus que a Igreja esteja menos “angustiada” com as actividades e mais dedicada à oração. É quanto nos ensina a Mãe da Igreja, Maria Santíssima, Esposa do Espírito Santo. Este ano o Pentecostes é celebrado precisamente no último dia de Maio, em que habitualmente se comemora a festa da Visitação. Também ela foi uma espécie de pequeno “pentecostes”, que fez jorrar a alegria e o louvor dos corações de Isabel e de Maria, uma estéril e a outra virgem, e ambas se tornaram mães graças à extraordinária intervenção divina (cf. Lc 1, 41-45). A música e o canto, que acompanham esta nossa liturgia, ajudam-nos também eles a sermos concordes na oração, e por isso exprimo o profundo reconhecimento ao Coro da Catedral e à Kammerorchester de Köln. Com efeito, para esta liturgia, no bicentenário da morte de Joseph Haydn, foi escolhida muito oportunamente a sua Harmoniemesse, a última “Missa” composta pelo grande músico, uma sublime sinfonia para a glória de Deus. A todos vós que viestes para esta circunstância, dirijo a minha saudação mais cordial.

Para indicar o Espírito Santo, na narração do Pentecostes os Actos dos Apóstolos recorrem a duas imagens principais:  a imagem da tempestade e do fogo. Claramente, São Lucas tem em mente a teofania do Sinai, descrita nos livros do Êxodo (cf. 19, 16-19) e do Deuteronómio (cf. 4, 10-12.36). No mundo antigo, a tempestade era vista como um sinal do poder divino, em cuja presença o homem se sentia subjugado e terrorizado, mas gostaria de sublinhar também mais um aspecto:  a tempestade é descrita como “vento impetuoso”, e isto faz pensar no ar, que distingue o nosso planeta dos outros astros e nos permite viver nele. O que o ar é para a vida biológica, o Espírito Santo é para a vida espiritual; e dado que existe uma poluição atmosférica que envenena o ambiente e os seres vivos, assim há também uma poluição do coração e do espírito, que mortifica e envenena a existência espiritual. Do mesmo modo como não podemos habituar-nos aos venenos do ar e por isso o compromisso ecológico representa hoje em dia uma prioridade da mesma forma deveríamos agir com relação àquilo que corrompe o espírito. No entanto, parece que a muitos produtos que poluem a mente e o coração, e que circulam nas nossas sociedades por exemplo, as imagens que espectacularizam o prazer, a violência e o desprezo pelo homem e pela mulher a isto parece que nos habituamos sem dificuldades. Também isto é liberdade, diz-se, sem reconhecer que tudo aquilo que polui, intoxica a alma principalmente das novas gerações e acaba por condicionar a sua própria liberdade. A metáfora do vento impetuoso do Pentecostes faz pensar no modo como, ao contrário, é precioso respirar o ar puro, quer com os pulmões, o ar físico, quer com o coração, o ar espiritual, o ar salubre do espírito que é a caridade!

A outra imagem do Espírito Santo que encontramos nos Actos dos Apóstolos é o fogo. No início mencionei o confronto entre Jesus e a figura mitológica de Prometeu, que evoca um aspecto característico do homem moderno. Apropriando-se das energias do cosmos o “fogo” hoje o ser humano parece afirmar-se como deus e desejar transformar o mundo excluindo, pondo de lado ou até rejeitando o Criador do universo. O homem já não quer ser imagem de Deus, mas de si mesmo; declara-se autónomo, livre e adulto. Evidentemente, tal atitude revela uma relação não autêntica com Deus, consequência de uma imagem falsa que se constrói dele, como o filho pródigo da parábola evangélica que pensa em realizar-se a si mesmo, afastando-se da casa do pai. Nas mãos de um homem assim, o “fogo” e as suas enormes potencialidades tornam-se perigosos:  podem voltar-se contra a vida e contra a própria humanidade, como demonstra a história. Como perene admoestação permanecem as tragédias de Hiroxima e Nagasáqui, onde a energia atómica, utilizada para finalidades bélicas, semeou morte em proporções inauditas.

Na verdade, poder-se-iam encontrar muitos exemplos, menos graves e no entanto igualmente sintomáticos, na realidade de todos os dias. A Sagrada Escritura revela-nos que a energia capaz de mover o mundo não é uma força anónima e cega, mas a acção do “espírito de Deus que se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1, 2) no início da criação. E Jesus Cristo “trouxe à terra” não a força vital, que já habitava nela, mas o Espírito Santo, ou seja, o amor de Deus que “renova a face da terra”, purificando-a do mal e libertando-a do domínio da morte (cf. Sl 103 [104], 29-30). Este “fogo” puro, essencial e pessoal, o fogo do amor, desceu sobre os Apóstolos, reunidos em oração com Maria no Cenáculo, para fazer da Igreja o prolongamento da obra renovadora de Cristo.

Finalmente, ainda se tira um último pensamento da narração dos Actos dos Apóstolos: o Espírito Santo vence o medo. Sabemos como os discípulos se tinham refugiado no Cenáculo depois do aprisionamento do seu Mestre e aí permaneceram segregados com o temor de padecer a mesma sorte. Depois da ressurreição de Jesus, este seu medo não desapareceu repentinamente. Mas eis que no Pentecostes, quando o Espírito Santo pairou sobre eles, os homens saíram sem temor e começaram a anunciar a todos a boa notícia de Cristo crucificado e ressuscitado. Não tinham medo algum, porque se sentiam nas mãos do mais forte. Sim, queridos irmãos e irmãs, onde entra, o Espírito de Deus afasta o medo; faz-nos conhecer e sentir que estamos nas mãos de uma Omnipotência de amor:  independentemente do que acontece, o seu amor infinito não nos abandona. Demonstram-no o testemunho dos mártires, a coragem dos confessores da fé, o impulso intrépido dos missionários, a sinceridade dos pregadores e o exemplo dos missionários, alguns dos quais são inclusive adolescentes e crianças. Demonstra-o a própria existência da Igreja que, não obstante os limites e as culpas dos homens, continua a atravessar o oceano da história, impelida pelo sopro do Espírito e animada pelo seu fogo purificador. Com esta fé e esta esperança jubilosa repitamos no dia de hoje, por intercessão de Maria:  “Enviai o vosso Espírito, Senhor, para renovar a face da terra!”.

© Copyright 2009 – Libreria Editrice Vaticana

Elena Guerra foi a precursora da RCC.

Beata Elena Guerra

(1835-1914)

“Apóstola do Espírito Santo”

Veni Sancte Spiritus!

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Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina seu orientamento da vida interior e de seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria.

Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal em Roma juntamente com seu pai, Antônio. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro a terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX a comove de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa.

No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude. É neste período que Santa Gemma Galgani se tornará “sua aluna predileta”.

Elena Guerra

Elena Guerra - A Apóstola do Espírito Santo.

Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.

Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo.

Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo.

Elena, em suas meditações com a Palavra de Deus, é profundamente impressionada e comovida por tudo o que acontece no Cenáculo histórico da Igreja Nascente: Ali, Jesus se oferece como vítima a Deus para a salvação dos homens; ali institui o Sacramento de Amor, a Eucaristia; ali, aparece aos seus discípulos depois da ressurreição e ali, enfim, manda de junto do Pai o Espírito Santo sobre a Igreja Nascente.

A Igreja é chamada a realizar os Mistérios do Cenáculo, Mistérios permanentes, e, portanto, o Mistério Pascal: A Igreja é, por isto, prolongamento do Cenáculo, e, analogamente, é ela mesma como um Cenáculo Espiritual Permanente.

É neste Cenáculo do Mistério Pascal, no qual o Senhor Ressuscitado reúne a comunidade sacerdotal real e profética, que também nós, e cada fiél em particular, fomos inseridos pelo Espírito mediante o Batismo e a Crisma, e capacitados a participar da Eucaristia, que é uma assembléia de confirmados, e, portanto, semelhante a primeira comunidade do Cenáculo depois da descida do Espírito Santo. É nesta prospectiva que Elena Guerra concebe e inicia o “Cenáculo Universal” como movimento de oração ao Espírito Santo.

Elena morreu no dia 11 de Abril de 1914, sábado santo, com o grande desejo no coração de ver “os cristãos modernos” tomando consciência da presença e da ação do Espírito Santo em suas vidas, condição indispensável para um verdadeiro “renovamento da face da terra”.

Elevada à honra dos altares em 26 de Abril de 1959, justamente o Papa a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”, assim como Santa Maria Madalena foi a apóstola da Ressurreição e Santa Maria Margarida Alacoque a apóstola do Sagrado Coração.

O carisma profético de Elena é ainda atual, visto que a única necessidade da Igreja e do Mundo é a renovação contínua de um perene e “Novo Pentecostes” que por fim “renove a face da terra”.

“A vinda do Espírito Santo

no Cenáculo, foi como o beijo da

reconciliação dadopor Deus à

humanidade redimida no

Sangue de Jesus”

(Elena Guerra)

Leão XIII

Divinum illud munus

sobre o Espírito Santo
1897.05.09

João Paulo II

Dominum et vivificantem

sobre o Espírito Santo
na Vida da Igreja e do Mundo
1986.05.18

Semeando a cultura de Pentecostes


Semeando a cultura de Pentecostes !



“O século carismático”

“The Charismatic Century”

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“Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: Acontecerá nos últimos dias – é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito,[…]”

“Chegando o dia de Pentecostes,De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo...[…]” (Atos 2) estavam todos reunidos no mesmo lugar.

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Vitral_Espírito_Santo_Jaraguá

XXVIII Congresso Nacional da RCC

Vamos partilhar neste momento sobre os frutos que a graça de Pentecostes tem gerado na Renovação Carismática Católica (RCC) em todo o Brasil. O Espírito Santo, ao vir sobre nós, gera o desejo de assumirmos a nossa missão.


O Papa João Paulo II, ao se dirigir à RCC, afirmou: “A única cultura que é capaz de transformar a nossa sociedade é a cultura de Pentecostes”. Nós desse movimento eclesial temos uma tarefa específica, uma missão e Dom Alberto dizia que Deus espera que a RCC apenas seja “renovação”. E ser renovação é ser sinal, rosto e memória de Pentecostes.

A RCC tem se colocado à escuta do Espírito e procurado ser fiel. Estamos colocando em marcha aquilo que o Espírito tem dito para ela [RCC] nestes tempos.

Houve momentos em que a Igreja não estava tão desperta para o Espírito Santo, por diversas razões. No último século Deus começou a agir em nosso meio, de modo especial por intermédio de Elena Guerra.
O Papa Bento XVI falou, agora em maio, sobre as relíquias católicas, e Dom Alberto nos explicou que quando temos uma relíquia do corpo de um santo é como ter a presença da própria pessoa. E para nossa alegria, queremos trazer aqui a relíquia da Beata Elena Guerra, que foi chamada de “A apóstola do Espírito Santo”.

A RCC, através do seu Conselho Nacional, tem se colocado à escuta do Espírito, e foi inspirada por Deus para fazer um projeto para difundir a cultura de Pentecostes. Um dos meios é o projeto chamado “Semeando a cultura de Pentecostes em sua diocese”.

Elena Guerra era freira, de origem italiana da cidade de Lucca. Nasceu em 1835, no século XIX e morreu em 1914, início do século XX. Mas, qual a importância dela? Há uma devoção que tem resgatado a história do que Deus está fazendo no mundo, a qual começou com ela.Deus sempre falou através de muitos místicos a respeito do Espírito Santo e Ele se serviu de Elena Guerra para dialogar com o Magistério da Igreja. No final do século XIX, o próprio Jesus começou a falar com essa grande mulher de Deus em moções interiores, dizendo a ela que era preciso fazer algo para que voltassem a estar atentos à Pessoa do Espírito Santo na Igreja. Ela relutou por anos, pois é muito complicado dizer que “Jesus está falando comigo”. O Senhor, então, falou a uma empregada doméstica para que esta dissesse a Elena Guerra que era Ele mesmo quem falava com ela. Depois disso, Elena conta o fato a seu confessor, que o narra ao bispo, o qual analisa os escritos e vê a veracidade. Leão XIII tomou ciência do ocorrido e se interessou por ele escrevendo um “Breve”, no qual recomenda a novena de Pentecostes. Porém, nada disso aconteceu e Elena volta a escrever ao Papa Leão XIII.

Ironi Spuldaro, Lázaro Praxedes e Reinaldo Beserra

:: Fotos no Flickr …………..Foto: Robson Siqueira


O Santo Padre, então, no dia 9 de maio de 1897, promulga a 1ª Encíclica sobre o Espírito Santo. Na ocasião, o Pontífice fala sobre a missão do Espírito. Ele decreta que a partir daquela data se celebre em todas a Igreja a novena do Espírito Santo em preparação à Festa de Pentecostes. Entre 31 de dezembro e 1º janeiro de 1900, invoca o ‘Veni Creator’, consagra o século XX à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e reza a “Ladainha do Espírito”, que ele escreveu, por causa de Elena Guerra. E nós começamos o século XX, dessa forma, com muitas transformações.

O Papa João XXIII, em abril de 1959, fez a sua primeira beatificação, que foi a de Elena Guerra. A beata escreveu mais de 50 livros sobre o Espírito Santo Paráclito. Há 50 anos dizia o Sumo Pontífice João XXIII: “Depois de tantos anos da partida da madre Helena Guerra, sua mensagem permanece atual. Todos percebemos, de fato, a necessidade de uma contínua efusão do Espírito, assim como uma experiência de um novo Pentecostes”.

Essa consciência de um novo Pentecostes cresce ao caminhar do século. Em 2006, o Pentecostalismo protestante celebrou o centenário deles. Mas, há um fato interessante que gerava controvérsia entre eles: Naquele dia em que o Santo Padre consagrou o século XX ao Espírito Santo, no mesmo dia em Topeka, no Arkansas (EUA), na Igreja metodista, uma mulher pediu ao pastor que rezasse para que ela vivesse a mesma experiência de Pentecostes, descrito em Atos dos Apóstolos II. E ali houve a manifestação da oração em línguas.

Em 2006, em Los Angeles, os protestantes fizeram um evento para comemorar esse centenário. A Igreja Católica foi convidada para a comemoração e alguns membros do Conselho da RCC foram lá. Éramos umas 20 pessoas no meio de 30 mil protestantes. Jack Hayford, um pastor muito conhecido, comandava as manhãs desse encontro. E ele lançou um livro chamado “O século carismático”.

Na hora, peguei o livro e qual foi a minha surpresa? A obra começa falando do hino de invocação ao Espírito Santo escrito pelo Papa Leão XIII e da consagração que ele fez do século ao Espírito Santo. O livro também fala de Elena Guerra e da novena ao Espírito Santo, esclarecendo inclusive o que é uma novena. E explica a nossa história.

O século carismático começou de verdade, naquela noite, com Leão XIII invocando o Espírito Santo sobre o século XX.

Transcrição e adaptação: Nara Bessa

Fonte: Blog Canção Nova.

Palestra no:

XXVIII Congresso Nacional da RCC


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XXVIII Congresso Nacional da RCC
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Semear a cultura de Pentecostes

Reinaldo Beserra
Foto: Robson Siqueira

Vamos partilhar neste momento sobre os frutos que a graça de Pentecostes tem gerado na Renovação Carismática Católica (RCC) em todo o Brasil. O Espírito Santo, ao vir sobre nós, gera o desejo de assumirmos a nossa missão.

O Papa João Paulo II, ao se dirigir à RCC, afirmou: “A única cultura que é capaz de transformar a nossa sociedade é a cultura de Pentecostes”. Nós desse movimento eclesial temos uma tarefa específica, uma missão e Dom Alberto dizia que Deus espera que a RCC apenas seja “renovação”. E ser renovação é ser sinal, rosto e memória de Pentecostes.

O que eu estou fazendo para ser esse sinal de Pentecostes?

A RCC tem se colocado à escuta do Espírito e procurado ser fiel. Estamos colocando em marcha aquilo que o Espírito tem dito para ela [RCC] nestes tempos.

Houve momentos em que a Igreja não estava tão desperta para o Espírito Santo, por diversas razões. No último século Deus começou a agir em nosso meio, de modo especial por intermédio de Elena Guerra.

O Papa Bento XVI falou, agora em maio, sobre as relíquias católicas, e Dom Alberto nos explicou que quando temos uma relíquia do corpo de um santo é como ter a presença da própria pessoa. E para nossa alegria, queremos trazer aqui a relíquia da Beata Elena Guerra, que foi chamada de “A apóstola do Espírito Santo”.

A RCC, através do seu Conselho Nacional, tem se colocado à escuta do Espírito, e foi inspirada por Deus para fazer um projeto para difundir a cultura de Pentecostes. Um dos meios é o projeto chamado “Semeando a cultura de Pentecostes em sua diocese”.

Elena Guerra era freira, de origem italiana da cidade de Lucca. Nasceu em 1835, no século XIX e morreu em 1914, início do século XX. Mas, qual a importância dela? Há uma devoção que tem resgatado a história do que Deus está fazendo no mundo, a qual começou com ela.


Deus sempre falou através de muitos místicos a respeito do Espírito Santo e Ele se serviu de Elena Guerra para dialogar com o Magistério da Igreja. No final do século XIX, o próprio Jesus começou a falar com essa grande mulher de Deus em moções interiores, dizendo a ela que era preciso fazer algo para que voltassem a estar atentos à Pessoa do Espírito Santo na Igreja. Ela relutou por anos, pois é muito complicado dizer que “Jesus está falando comigo”. O Senhor, então, falou a uma empregada doméstica para que esta dissesse a Elena Guerra que era Ele mesmo quem falava com ela. Depois disso, Elena conta o fato a seu confessor, que o narra ao bispo, o qual analisa os escritos e vê a veracidade. Leão XIII tomou ciência do ocorrido e se interessou por ele escrevendo um “Breve”, no qual recomenda a novena de Pentecostes. Porém, nada disso aconteceu e Elena volta a escrever ao Papa Leão XIII.

Ironi Spuldaro, Lázaro Praxedes e Reinaldo Beserra
Foto: Robson Siqueira

O Santo Padre, então, no dia 9 de maio de 1897, promulga a 1ª Encíclica sobre o Espírito Santo. Na ocasião, o Pontífice fala sobre a missão do Espírito. Ele decreta que a partir daquela data se celebre em todas a Igreja a novena do Espírito Santo em preparação à Festa de Pentecostes. Entre 31 de dezembro e 1º janeiro de 1900, invoca o ‘Veni Creator’, consagra o século XX à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e reza a “Ladainha do Espírito”, que ele escreveu, por causa de Elena Guerra. E nós começamos o século XX, dessa forma, com muitas transformações.

O Papa João XXIII, em abril de 1959, fez a sua primeira beatificação, que foi a de Elena Guerra. A beata escreveu mais de 50 livros sobre o Espírito Santo Paráclito. Há 50 anos dizia o Sumo Pontífice João XXIII: “Depois de tantos anos da partida da madre Helena Guerra, sua mensagem permanece atual. Todos percebemos, de fato, a necessidade de uma contínua efusão do Espírito, assim como uma experiência de um novo Pentecostes”.

Essa consciência de um novo Pentecostes cresce ao caminhar do século. Em 2006, o Pentecostalismo protestante celebrou o centenário deles. Mas, há um fato interessante que gerava controvérsia entre eles: Naquele dia em que o Santo Padre consagrou o século XX ao Espírito Santo, no mesmo dia em Topeka, no Arkansas (EUA), na Igreja metodista, uma mulher pediu ao pastor que rezasse para que ela vivesse a mesma experiência de Pentecostes, descrito em Atos dos Apóstolos II. E ali houve a manifestação da oração em línguas.

Em 2006, em Los Angeles, os protestantes fizeram um evento para comemorar esse centenário. A Igreja Católica foi convidada para a comemoração e alguns membros do Conselho da RCC foram lá. Éramos umas 20 pessoas no meio de 30 mil protestantes. Jack Hayford, um pastor muito conhecido, comandava as manhãs desse encontro. E ele lançou um livro chamado “O século carismático”. Na hora, peguei o livro e qual foi a minha surpresa? A obra começa falando do hino de invocação ao Espírito Santo escrito pelo Papa Leão XIII e da consagração que ele fez do século ao Espírito Santo. O livro também fala de Elena Guerra e da novena ao Espírito Santo, esclarecendo inclusive o que é uma novena. E explica a nossa história.

O século carismático começou de verdade, naquela noite, com Leão XIII invocando o Espírito Santo sobre o século XX.

Transcrição e adaptação: Nara Bessa