Domingo de Ramos.




Quantas lições nos deixam essa festa litúrgica!


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A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.
Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição para a vida eterna.


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Encenação na Paróquia Sagrada Família em Goiânia – 2014.


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O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela Morte para destruir a morte; perder a Vida para ganhá-la.

A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. “Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido”, pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandoná-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo, especialmente hoje em eles são tão aviltados em todo mundo.

Prof. Felipe Aquino

Felipe Aquino

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br



Semana Santa Jesus

DOMINGO DE RAMOS


Semana Nacional da Família 2014.


Meditações sobre os temas do livrinho da

Campanha Nacional da Família de 2014

Tema central:

“A Espiritualidade cristã na Família:

um casamento que dá certo”.

De 10 a 16 de Agosto de 2014


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O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano será de 10 a 16 de agosto.

O “Hora da Família” ano 2014 contém sete roteiros para Encontros de Família, abrangendo os temas que vão desde a Sagrada Família de Nazaré até a participação na Eucaristia Dominical, desde a espiritualidade do casal/família até os desafios da sociedade, explicitando como e porque a espiritualidade cristã constitui um recurso para a família, um bem que enriquece a convivência quotidiana, lançando uma ponte entre a rotina e as tarefas quotidianas e o desígnio de Deus que atualiza, a cada dia e em cada circunstância, sua aliança de amor para conosco.

O “Hora da Família” traz, além disso, dez roteiros para momentos de celebração tais como: Dia das Mães, dos Pais, dos Avós, para o Aniversário de Casamento, mas também roteiros para viver bem o XIV Congresso Nacional de Pastoral Familiar, que se realizará em São Luís – MA, e o Sínodo sobre Família, a Copa do Mundo, as eleições, a Campanha da Fraternidade e uma ajuda para a família nas horas difíceis.

A Semana Nacional da Família é um evento anual, teve o início em 1992 e faz parte do calendário da maioria das paróquias do Brasil. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicada anualmente. Atualmente está em sua 18ª edição.

Fonte/Autor: http://www.cnpf.org.br/

Encontros

São sugeridos para os sete encontros temas como comunhão e fidelidade, a religiosidade e piedade, eucaristia dominical, família de Nazaré, desafios da espiritualidade e a família como lugar da espiritualidade cristã. O subsídio destaca ainda a realização da 3º Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família convocada pelo Papa Francisco, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano.

O assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família, Padre Wladimir Porreca, comenta a importância do tema deste ano. “A prática da espiritualidade cristã é uma graça, um recurso precioso, que colabora para que a família torne-se cada vez mais um lugar cujo amor fecunda o seu reino e onde se vivem as maiores exigências da fé fiel, da esperança gratuita e do amor doação e acolhimento”, explica.

– Veja Mais: http://www.nossasenhoradobrasil.com.br/subsidio-hora-da-familia-2014-ja-esta-a-venda.html#sthash.fq53Wwbv.dpuf


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Semana Nacional da Família – 2013.


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Hora da Família 17 – 2013

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

A Transmissão e Educação

da Fé Cristã na FAMÍLIA:

De 11 a 18 de Agosto de 2013

NA SUA PARÓQUIA



HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 1

Com uma edição mais dinâmica, belas ilustrações e harmoniosas cores,  acaba de chegar o HORA DA FAMÍLIA 2013.

O tema deste ano  é “A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família” considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o “Ano da Fé”, instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.
O livreto tem sete encontros, sete celebrações, cantos, instruções sobre associação de famílias, a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB. Os temas compreendem o papel dos pais; os desafios que se apresentam; os valores que permanecem; educação pela presença; a presença dos pais com fortaleza e docilidade; iniciação cristã, como educação para a felicidade e, por último, a elaboração de projeto de vida pessoal e familiar.
Nas celebrações propostas, há sugestões para: dia das mães, dia dos pais, dia dos avós, ocasião de bodas e ocasiões para lembrar a necessidade da penitência e da reconciliação. No subsídio, a Comissão apresenta o plano de ação de todo o ano de 2013.
O“Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar – SECREN, pelos Casais regionais da Pastoral Familiar e ainda em algumas livrarias católicas. http://www.cnpf.org.br/

HORA DA FAMÍLIA 2013 – Comunicado 2

O nosso subsídio “Hora da Família 2013” foi elaborado a partir da Palavra de Deus, de Documentos do Magistério, das catequeses dos Encontros Mundiais das Famílias em Manila (2003) e no México (2009), bem como alguns escritos dos fascículos da Escola de Famílias e textos acadêmicos e pastorais. O “fato da vida” também foi baseado no livro “Esposos e Santos” que foi composto pelas conferências organizadas pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Estudos sobre Matrimônio e Família/Roma, que aconteceu entre novembro e maio de 2010.

A “Hora da Família 2013” foi elaborada para ser um instrumento que colaborasse, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, para aprofundar a reflexão sobre a beleza da família como lugar privilegiado para que o ser humano realize as suas mais nobres aspirações de eternidade e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade.

Com as reflexões a partir do tema A TRANSMISSÃO E EDUCAÇÃO DA FÉ CRISTÃ NA FAMÍLIA, o subsídio Hora da Família 2013 foi dividido em sete encontros, conforme a sequência:

Os temas dos encontros:

1º tema:

A Família, Primeira e Principal Transmissora da Fé.

[Leia Mais outros temas]. Clik no Link

2º tema: Desafios Cristãos na educação dos filhos na fé;

3º tema:  Valores que permanecem;

Indicações:

1 – A Paróquia e a Formação de Valores na Família.

2 – Família e Virtudes Sociais.

4º tema: Educar pela presença;

5º tema: Educar com fortaleza e “docilidade de alma”;

6º tema: Iniciação Cristã  [Leia Mais…]

7º tema: Projeto de Vida Pessoal e Familiar.

Os temas desejam provocar e desafiar os pais a assumirem cada vez mais a missão de primeiros e autênticos transmissores e educadores da fé cristã. Atraídos por Jesus Cristo, são convocados por Ele na Igreja ao anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo, uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé.

Na descoberta diária do amor, a família ganha força e vigor no compromisso missionário, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé na família cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna os membros da família fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de fato, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra, a fim de se tornarem seus discípulos (cf. Porta Fidei, 7).

Além dos sete encontros, a “Hora da Família 2013” oferece outras sugestões de celebrações que envolvem os membros da família em ocasiões comemorativas e possibilitam celebrações em outros ambientes que vão além da comunidade eclesial, tais como: escolas, universidades, fábricas, escritórios e outros. Estes encontros são elaborados de tal forma que sejam úteis para qualquer época do ano.

Para facilitar os encontros, os trechos bíblicos foram colocados na sua íntegra “no corpo” deste subsídio. Trechos bíblicos retirados da Bíblia Sagrada – Tradução CNBB. No entanto, sugerimos que as leituras sejam proclamadas diretamente no livro bíblico.

A 17ª edição do subsídio “Hora da Família” traz em seu final uma relação de cantos. Dessa forma não há indicação dos cantos nos encontros. As equipes poderão escolher alguns dentre estes ou outros conhecidos da comunidade local. E um pequeno texto para motivar a implantação de Associação de Famílias nas diversas Paróquias do Brasil. E, por fim, a relação dos Bispos, Assessores eclesiásticos, casais da Comissão Nacional da Pastoral Familiar e seus respectivos endereços eletrônicos.

Não deixe a sua família fora desse momento de evangelização. Eu Participo!
A Hora da Família 2013 custa R$ 3,00 e você poderá comprar na Pastoral Familiar da sua Paróquia, Diocese ou Regional. Ou mesmo pelo telefone: 61 34432900 ou pelo.

Site: http://www.cnpf.org.br/




Textos Preparados para

Encontros de Casais Com Cristo

São sugestões de estudo para a preparação do tema proposto


      Atualizado em 10/05/2012



O Ano da Fé.


Começa o grande Ano da Fé 



É a data que marcou o início do Concílio Vaticano II, em 1962. O Papa convocou o Sínodo dos Bispos no mês de outubro de 2012 que terá como tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, e que abrirá o “Ano da Fé”, que irá até a Festa de Cristo Rei, em novembro de 2013. É a Igreja cumprindo a missão que Jesus lhe deu: “Ide evangelizar!”. A missão da Igreja é esta; Paulo VI disse que esta é a identidade e a missão da Igreja. Para a Igreja deixar de evangelizar seria como para o sol deixar de brilhar.

O Vaticano tem dado orientações de como deve ser este Ano especial. “O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé…”. A “Congregação da Fé” destaca que hoje é necessário um empenho maior a favor duma Nova Evangelização (“novo ardor, novos métodos e nova expressão”), para crer, reencontrar e comunicar a fé.

Recordando o 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, destaca que no Ano da Fé devem-se encorajar as romarias dos fiéis ao Vaticano, bem como à Terra Santa. O papel especial de Maria no mistério da salvação deverá ser ressaltado, e recomenda também romarias, celebrações e encontros nos maiores Santuários Marianos no mundo.



A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro deverá ser um evento de destaque dentro do Ano da Fé, uma “ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria que provém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande família da Igreja”. Sejam organizados simpósios, congressos e encontros de grande porte, a nível paroquiano, diocesano e internacional, que favoreçam o encontro com testemunhos da fé e o conhecimento da doutrina católica. Neste sentido o Vaticano pede que os fiéis se aprofundem no conhecimento dos principais Documentos do Concílio Vaticano II e o estudo do Catecismo da Igreja Católica, o que vale de modo particular “para os candidatos ao sacerdócio”.

O Vaticano deseja que haja celebração de abertura do Ano da Fé e uma solene conclusão do mesmo a nível de cada Igreja particular. E em cada diocese do mundo deverá ser preparada uma jornada sobre o Catecismo da Igreja Católica. Também é pedido que neste Ano da Fé os fiéis acolham com maior atenção as homilias, as catequeses, os discursos e as outras intervenções do Papa. “Cada Bispo poderá dedicar uma sua Carta pastoral ao tema da fé, recordando a importância do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja”. No período da quaresma, haja celebrações penitenciais para se pedir perdão a Deus, em particularmente pelos pecados contra a fé; e que haja maior frequência ao sacramento da Penitência. “As novas Comunidades e os Movimentos eclesiais, de modo criativo e generoso, saberão encontrar os modos mais adequados para oferecer o próprio testemunho de fé ao serviço da Igreja”.

Prof. Felipe Aquino


O Ministério de Cura na Igreja Católica.


De acordo com a Tradição e os ensinamentos da Sagrada Escritura.


Um dos méritos da Renovação Carismática Católica é o de ter redescoberto uma das características da Igreja Primitiva, o antigo carisma da cura, na Igreja dos dias atuais.

Hoje também, o Espírito Santo quer realizar as mesmas coisas que lemos nas páginas das Escrituras. Ele não perdeu nada de seu poder e nenhum de seus dons. A missão de Jesus e da Igreja ainda não terminou. E deve continuar, através dos apóstolos dos tempos modernos, que pregam e realizam os mesmos atos de poder que Jesus e os Apóstolos, até a fazer “maiores obras do que Ele mesmo”, por que, indo para o Pai, Ele confiou à Igreja a tarefa de continuar o seu ministério (Jo 14, 12).

Portanto, a evangelização feito pela Igreja Católica, que é uma extensão da missão do Senhor Ressuscitado, deve ser acompanhada pelos carismas divinos do Espírito Santo, conforme descritos para nós nos Atos dos Apóstolos e no Evangelho de S. Marcos (ver Mc 16,18b).

Jesus mandou os apóstolos pregarem, curarem e expulsarem os demônios (ver Mc 10, 7-8) mas, se a Igreja Católica só pregasse sem expulsar os demônios, não estaria fazendo a vontade de Jesus! Se a Igreja Católica pregasse a mensagem da salvação sem continuar a fazer as mesmas obras que Jesus fazia, seria como se traísse o mandato que Deus deu à Igreja. Proclamar a doutrina da divina salvação que é abstrata, teórica, intelectual ou moralista, sem ser uma salvação de fato, ou falar de um conceito de salvação que seja eficaz, seria uma retórica vazia.

O Santo Padre, o Papa João Paulo II, diz que Cristo é o redentor do homem todo (Redemptor Hominis), espírito, alma e corpo. O ministério da cura testemunha o cuidado e a compaixão que Jesus e sua Igreja tem pelos enfermos, não apenas no espírito, mas, também no corpo.

Portanto, os católicos são levados pela Palavra de Deus a exercer os ministérios carismáticos, entre os quais está o da cura. São motivados a desejar sincera e humildemente estes carismas para a edificação da Igreja (1 Cor 12,4-11; Ef 4, 11; Rm 12, 6-9) e a libertar-se de todos os obstáculos que restrinjam o seu uso. S. Paulo diz: “A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância” (1 Cor 12, 1).

No ensinamento da Igreja Católica

A este respeito, o ensinamento oficial da Igreja Católica no Concílio Vaticano II foi o de encorajar o uso dos carismas para a evangelização, como revelado na Constituição Dogmática sobre a Igreja: os Carismas “são úteis para a renovação e para a crescente expansão da Igreja” (LG 12).

Também, de acordo com a Lumen Gentium, “estes carismas, embora extraordinários, devem ser recebidos com gratidão e grande alegria”. Para apoiar o uso do ministério de cura na Igreja Católica, o Vaticano expressou-se em três ocasiões importantes:

a) O primeiro é um relatório editado por quatro Dicastérios do Vaticano, que afirma que uma atenção especial deve ser reservada à dimensão da experiência, isto é, à descoberta da pessoa de Cristo através de uma vida de oração e de serviço (por exemplo, na Renovação Carismática e em outros movimentos, a experiência de “nascer de novo”).

Obs.: Atenção especial deve ser dada ao ministério de cura através da oração.

b) O segundo documento é uma carta do Secretário de Estado do Vaticano, em nome de João Paulo II, aos participantes do Seminário Internacional sobre o Ministério de Cura organizado pelo Pontifício Conselho dos Leigos e pelo ICCRS, em San Giovanni Rotondo (Foggia), em outubro de 1995: “Sua Santidade espera que o Seminário contribua para uma maior apreciação dos dons carismáticos de cura nos seus aspectos essenciais em relação à fé em Cristo e à edificação de sua Igreja, na unidade e no amor”.

c) O terceiro documentos foi publicado recentemente pela Congregação da Doutrina da Fé, intitulado “Instrução para oração para receber a cura de Deus”.

A contribuição da Renovação Carismática Católica

Através do ensinamento da Igreja primitiva e da doutrina da Igreja Católica, a Renovação Carismática Católica aprendeu a usar o ministério de cura na evangelização. A Renovação Carismática Católica sabe da importância de seguir os ensinos do Magistério Eclesial e de ouvir “cum Ecclesia” (“com a Igreja”), e é por esta razão que ela assumiu a tarefa de continuar sua missão evangelizadora na Igreja, exercendo corajosamente o ministério de cura na proclamação da palavra de Deus. O ministério de cura é também, conforme uma de nossas expressões, uma oração de libertação que muitas vezes é acompanhada de benefícios tanto espirituais como físicos (cf. Mc 16, 18; 1 Cor 12, 9; Tg 5, 14). E aqueles que foram libertados e curados são chamados a dar testemunhos para que os cristãos sejam um sinal de que o Reino de Deus está entre os homens (ver Lc 10, 9; Mt 11, 4).

No ministério de cura há a expressão de fé, de que a salvação e a cura são para a pessoa toda. Cristo não veio somente para salvar as almas mas, para o homem em sua totalidade. A imposição das mãos e a unção com óleo são maneiras através das quais a Igreja expressa sua fé. Jesus veio como o grande Médico que cura as almas enfermas de pecado e de doenças físicas. Ele é o Redentor do homem.
Neste ministério podemos encontrar uma lição preciosa de alta pedagogia: o toque do divino na carne do homem mostra a boa nova de que mesmo os mais fracos são merecedores de tornar-se recebedores de honra, através da qual Deus revela os ministérios do Reino. Não é difícil encontrar em nossas comunidades pessoas que são usadas por Deus para levar cura a outras. Suas mãos tornam-se mãos de Deus e seu toque revela o poder de Deus. Isto é realmente um mistério!

Muitas vezes é o ministério de cura que causa as maiores preocupações à autoridade da Igreja. O relacionamento corpo-espírito, redescoberto na Renovação, faz a oração carismática parecer incontrolável e muito emocional àqueles cuja aproximação a Deus é fundamentalmente de maneira cognitiva.
Apesar disto, é este relacionamento corpo-espírito que atrai aqueles que sabem que nem tudo está “sob controle”, aqueles que não tem nada a perder. São estas pessoas que aceitam abrir os braços para Deus; porque Deus é uma realidade e não uma teoria: Ele é uma pessoa viva e quando esta gente o experimenta pessoalmente, diz que uma enorme mudança acontece em suas vidas. O “Deus do Céu”, veio para viver dentro delas e afirmam que não são mais as mesmas.

A respeito do importante argumento do carisma da cura, o Pontifício Conselho para os Leigos do vaticano convidou o ICCRS para colaborar na organização de um importante “Colóquio sobre a oração de cura e a Renovação Carismática Católica”, que se realizou em Roma em novembro último e reuniu especialistas, teólogos, bispos, cardeais e líderes de destaque da Renovação Carismática Católica de todo o mundo.

Tal colóquio mostrou a importância que hoje tem o ministério de cura para as autoridades eclesiásticas e a decisiva contribuição que a Renovação Carismática Católica pode dar na sua redescoberta e em seu uso na Igreja Católica de nossos dias.
ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS IMPORTANTES

I – O que é Ministério de Oração por Cura e Libertação

Como um dos Ministérios exercidos por participantes do Movimento Eclesial da Renovação Carismática Católica no Brasil, o Ministério de Oração por Cura e Libertação é o serviço que alguns servos ministeriados e preparados com adequada formação, prestam aos membros participantes dos Grupos de Oração, visando evangelizá-los e orientá-los a buscarem a cura e a libertação para si e para os seus, em Jesus – o Senhor vivo e ressuscitado -, através da oração dos irmãos.

Tem como objetivo reacender a chama da fé no coração de todos, pois “Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade” (Hb 13,8), realizando sinais, milagres, prodígios e maravilhas no meio de nós; na certeza que o plano do Pai é nos conceder em Jesus Seu Filho, vida em plenitude (cf. Jo 10,10), pelo poder do Seu Santo Espírito.

II – O que faz o Ministério de Oração por Cura e Libertação

Os servos Ministeriados na Oração por Cura e Libertação, devem acolher todos aqueles que vêm aos Grupos de Oração em busca de intercessão e de orientação para seus problemas e/ou dificuldades pessoais, familiares.

Devem estar preparados para ouvi-los com atenção, discrição e evitando emitir opinião pessoal sobre as situações partilhadas, e mantendo sempre rigoroso sigilo dos fatos.
Se aqueles que vieram pedir aconselhamento, desejarem, orar por cada um, sob a inspiração do Dom de Oração em Línguas, da Palavra de Ciência e do Discernimento dos Espíritos, procurando ajudá-los a compreenderem o Plano de Deus.
Aconselhá-los, sob a inspiração da Palavra de Sabedoria, dando-lhes algumas orientações práticas quanto à vida com Deus e com os irmãos, para que cheguem à solução de seus problemas e a viverem segundo a vontade do Pai.

Tudo isto os incentive a viverem na graça de Deus, orando mais intensamente, participando com maior assiduidade dos Sacramentos e da vida comunitária, sendo mais perseverantes da leitura e meditação da Bíblia Sagrada, para assim escutarem o Senhor e viverem o Amor.

Por: Marcelo Marangon

(Coord. Estadual do Min. Oração por Cura e Libertação)

http://www.rccsp.org.br


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São Francisco de Assis.


SÃO FRANCISCO DE ASSIS.


Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, “pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo”.

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: “… doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu…”

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais

FONTE: Home > História dos Santos. > São Francisco de Assis,


FRANCISCO E O LOBO

São Francisco

Francisco e o Lobo de Gubbio. PPT


FRANCISCO E CLARA

MILAGRE DE LANCIANO

Bento XVI recomenda a leitura diária da Bíblia.


“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”.



A Palavra de Deus é viva e eficaz

e produz o seu efeito quando vivida.


“Ignorar a Escritura é ignorar Cristo”.

Com esta frase de São Jerônimo, o Santo Padre aconselhou, recentemente, a todos os fiéis ler um trecho da Bíblia todos os dias.

Bento XVI pediu a todos os fiéis que leiam a Bíblia todos os dias.

No seu discurso, o Pontífice apresentou ao público os ensinamentos de São Jerônimo (347-419/420), um dos maiores estudiosos da Bíblia de todos os tempos.

Aproximar-se dos textos bíblicos, principalmente do Novo Testamento, é essencial para o fiel, pois “ignorar a Escritura é ignorar Cristo”, explicou o Papa citando uma frase célebre de São Jerônimo.

«Enamorado» da palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: «Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?», lembrou o Papa.

A Bíblia, instrumento «pelo qual Deus fala aos fiéis em cada dia, converte-se deste modo em estímulo e manancial da vida cristã para todas as situações e para todas as pessoas».



«Ler a Escritura é conversar com Deus», explicou: «Se rezas – escreve São Jerônimo a uma jovem nobre de Roma – falas com o Esposo; se lês, é Ele quem te fala».

O Pontífice recordou ao público que, para Jerônimo, “um critério metodológico fundamental na interpretação das Escrituras era a sintonia com o magistério da Igreja”.

«Nunca podemos ler a Escritura por nós mesmos. Encontramos demasiadas portas fechadas e caímos em erros. A Bíblia foi escrita pelo Povo de Deus e para o Povo de Deus, sob a inspiração do Espírito Santo», explicou Bento XVI.

Opus Dei –07 de dezembro de 2007


São Jerônimo é o ícone desse amor profundo á Escritura. Enamorado da palavra de Deus, Jerônimo perguntava-se: “Como é possível viver sem o conhecimento das Escrituras, pelas quais se aprende a conhecer o próprio Cristo, que é a vida dos fiéis?”            Leia Mais =>