Vida no Espírito.



“SE VIVEMOS PELO ESPÍRITO,

ANDEMOS DE ACORDO COM O ESPÍRITO”

(GL 5,25).



Este RHEMA de 2015 da RCC é simplesmente FABULOSO!


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Estamos entrando no foco da maturidade da RCC que será trabalhada.

Depois de tantas pessoas conquistadas por Deus através do movimento chegou a hora de crescer, alcançar a maturidade e estatura de Cristo.

Durante este ano estivemos trabalhando a unidade. Eu dizia que este é um RHEMA que, vivido, daria muitos frutos. É o que está acontecendo em muitos lugares por onde tive a graça de passar, outros lugares, porém,  não entenderam ainda a proposta do movimento em suas instâncias de discernimento.

Não entenderam que, trabalhando tais temáticas em nossos grupos de oração com o TESTEMUNHO, as pessoas são “seduzidas” por Deus e passam de uma vida sem Deus a uma experiência profunda de Deus e começam a viver a cultura de Pentecostes, sinalizando que Deus está passando por ali, por aquela vida.

A carta de São Paulo aos Gálatas nos fornece um grande roteiro de vivência da cultura de Pentecostes, desembocando numa vida de testemunho a partir de uma experiência de Jesus ressuscitado mediante o Batismo no Espírito Santo!

Nos capítulo 1 e 2 Paulo revela sua experiência de antes, durante e depois!

O que era antes: Gálatas 1, 11-14

O que ocorreu na experiência: Gálatas 1, 15-16

O que vem depois: o testemunho: Gálatas, 17 até 2, 14

Uma comunidade por onde Paulo ´passou 3 vezes, segundo os Atos dos Apóstolos – Cap. 13,13-14/16, 1-5 e 18, 23.

Sinal de que era uma comunidade necessitada demais de um pastoreio intenso, devido às inconstâncias (Gal. 3, 1-5).

Passando pela promessa no capítulo 3, que se cumpriu aos que crêem – v. 22 – somos instruídos a uma doutrina de liberdade espiritual, de saída da escravidão pecaminosa à liberdade de filhos de Deus chegando ao capítulo 5, onde essa liberdade é explicada e nos dá sinais de como é essa tal LIBERDADE ESPIRITUAL.

Tudo se resume no versículo 1: “Para ser livres, Cristo nos libertou: Mantede-vos, pois, firmes, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão.” (tradução Bíblia O Peregrino)

Cristo nos libertou para sermos livres e como isso? Mantendo-nos firmes.


QUEM DE FATO CONTROLA AS SUAS AÇÕES E ATITUDES?

QUEM DE FATO CONTROLA AS SUAS AÇÕES E ATITUDES?


Portanto, o dever de firmeza, a atitude de firmeza vem de nós! Deus já fez a parte Dele, acendendo a chama do Espírito Santo mediante a experiência da efusão do Batismo no Espírito.

É o que o movimento trabalhou em 2012/2013! Experimentamos o fogo e ateamos fogo através da unidade! Que maravilha!!!!!

Chegou a hora de manter o fogo aceso de amadurecer na experiência deste fogo – que não é de palha, mas precisou da palha para pegar – e mantê-lo aceso, alimentando-o com os projetos do movimento, que aliás, nos oferece diversos direcionamentos nesse sentido e só não segue, só não vive quem não faz as formações ou quem as fez e não as coloca em prática!

Tive a graça deste ano ajudar na equipe de formação do ministério de formação da Região Episcopal Belém da Arquidiocese de São Paulo e percebi o quanto os grupo pagam um preço injusto quando não se estrutura com uma equipe bem formada e madura no movimento, que entende a proposta do movimento, que não enfia os pés pelas mãos dentro de um espiritualismo que não traduz a verdadeira vocação do movimento!


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E eu devo dizer algo:

“A RCC É MISSIONÁRIA POR NATUREZA!!!”

Nasceu nos EUA e em MOVIMENTO DO ESPÍRITO SANTO, chegou ao Brasil! Hoje já chega no mundo todo!!! Isso é ser missionário! Nasce num ponto específico e se multiplica por ação divina, apoiado e aprovado pela Igreja!

Portanto se fôssemos “filhos bastardos” da Igreja, não teríamos um escritório bem ao lado do Papa, no Vaticano!

O ICCRS – Serviços para a Renovação Carismática Católica Internacional – Está lá do lado de Papa Francisco para ser observado, pastoreado, mas acima disso, estar em unidade com a Igreja, pois não seríamos um movimento sem a Igreja!

Com esta possibilidade de manter a chama acesa – pois mantém acesa a chama quem quer – Deus, através da RCC nos dá uma diretriz:

“SE VIVEMOS PELO ESPÍRITO, ANDEMOS DE ACORDO COM O ESPÍRITO” (GL 5,25).

As palavras da RCC no portal da mesma para este RHEMA:

“Toda a temática será empenhada em incentivar nos carismáticos de todo o país a um verdadeiro retorno ao primeiro amor, quegere conversão, em vista de se alcançar uma maturidade eclesial e espiritual, que alcance cada Grupo de Oração do Brasil. Um importante fruto da ação do Espírito Santo é a comunhão fraterna. Nesse sentido a RCC BRASIL continuará refletindo e reconstruindo a unidade do Movimento. A moção também segue os direcionamentos do ICCRS (Serviços para a Renovação Carismática Católica Internacional) em preparação à grande celebração do Jubileu de Ouro da RCC, em 2017, conforme a segunda etapa do projeto.”

UM VERDADEIRO RETORNO AO PRIMEIRO AMOR: Irmãos, não concordo quando as pessoas me dizem que estamos perdendo fiéis. Mas penso  que, fiéis, são aqueles que permanecem, acreditam, CREEM! Um verdadeiro retorno ao primeiro amor se dá exatamente quando esse retorno não abre possibilidades de passos de recuo! Quando se apaixona realmente por Jesus Cristo e se tem uma experiência real de Jesus. Retornar ao primeiro amor é se deixar envolver de forma total! Sem reservas! Experimentar o sagrado com o devido valor que Ele tem! Tudo hoje, dentro e fora da Igreja, têm sido superficial, sem essência,  tudo acabou sendo relativizado, nada tem profundidade, desde a religiosidade até os relacionamentos… Tudo sem profundidade e, muitas vezes, sem verdade… Isso dói na alma das pessoas que sofrem isso, e de nós, os pregadores e servos de Deus.

GERE CONVERSÃO: Esta é, senão a mais importante, a mais urgente consciência do “para quê” a RCC veio. Tenho dito que muitos, dentro até da RCC, têm dado “trombadas” em Jesus e acham que O conhecem. Quando damos uma trombada em alguém, nem sempre conhecemos com quem damos tal trombada. Quando conhecemos, há até um diálogo, ainda que minúsculo, devido à correria diária, meio que à contragosto, mas há um “quase diálogo”. Mas quando não conhecemos, dependendo da qualidade do cidadão(ã), há um pedido de desculpas, talvez até uma conversa informal, mas geralmente, em 90% dos casos, damos uma olhada feia, quase engolindo a pessoa e vice versa… Fazemos o mesmo quando damos trombada em Jesus… até tentamos um diálogo informal, com uma espiritualidade light, sem radicalidade, sem essência, e, por isso, no primeiro obstáculo, na primeira prova, “estouramos” e paramos, ou voltamos atrás, esquecemos que DISSEMOS UM DIA QUE QUERÍAMOS VIVER A PALAVRA, mas deixamos escapar a chance de fazê-lo- uma vez… (Eclo 2, 1-6) Precisa gerar conversão toda a experiência com Jesus.

ALCANÇAR UMA MATURIDADE ECLESIAL E ESPIRITUAL: Isso é uma urgência! Papa Francisco, quando esteve no Brasil na JMJ, em seu primeiro discurso aos Bispos e Padres, disse que era preciso de uma conversão pastoral urgente!

Esta conversão pastoral, implica em fazer com amor e consciência do que e para quem se faz! Fazer com paixão, sabendo que é para Deus, o amor maior! Não é para homens, ainda que os favoreçam, mas é para a face de Deus impressa na imagem e semelhança desse Deus que nos criou! É preciso começar a experimentar para fazer e não fazer para experimentar como tem sido feito em vários lugares! É tanta reunião – que são realmente necessárias, mas que tragam solução e não mais confusão – que não se tem tempo para experimentar. É tanta anotação e compromisso de reunião pra lá e para cá que se perde até o sentido de se entrar numa Igreja para uma reunião e nem cumprimentar Jesus cumprimenta! Isso quando não se está numa reunião destas, e se fala de tudo, menos da solução do problema. Pelo contrário! Através de um problema a ser resolvido se criam mais uns dois ou três adjacentes, pois vira polêmica, vira combate oral, tribunal de acusações, lavagem de roupa suja… Quem é recém chegado nem quer saber de se comprometer com o serviço, pois percebem que o serviço, muitas vezes é um ringue espiritual onde se nocauteia o bom senso e a imagem do outro, com críticas que não se tornam ações solucionadoras de questões que, realmente precisam ser discutidas, mas com o bom senso e catolicidade que nos levaram até ali, naquele local e naquela reunião! Será que estou em outro planeta ao pensar e enxergar assim certas coisas no âmbito eclesial? A maturidade eclesial e espiritual nasce de uma chama acesa, que alguém acende, e esse alguém é o Espírito Santo que, depois de acender, nos faz crescer nesta chama, mantendo-a acesa com práticas, atitudes expressas de uma experiência que não foi ilusória, mas real! Nos traz profundidade do que experimentamos e não somente a periferia de uma suposta experiência!

QUE ALCANCE CADA GRUPO DE ORAÇÃO DO BRASIL: Tudo isso, precisa ser colocado em prática no GRUPO DE ORAÇÃO! Não tem acordo!

Verifico, irmãos, cada dia mais as pessoas darem a desculpa de “DEUS QUER QUALIDADE E NÃO QUANTIDADE”, e vejo grupos fecharem suas portas, vejo lideranças desesperadas para saber o que fazer para manter o grupo em pé, vejo servos com o rosto trazendo uma fisionomia de derrota, de fracasso, como se não tivessem mais ação para nada…E não têm mesmo. Essa força vem do alto! (CF. Atos 1, 8)

Se já houve a experiência, então sabemos onde se busca tal força e criatividade, mas acima de tudo, TESTEMUNHO! Tudo o que recebemos de Deus, precisa virar VIDA… Ação transformadora de Deus em nós, multiplicando-se nos outros através de nosso testemunho! Irmãos! Para alcançar os grupos de oração precisa levar a eles o que aprendemos nas formações, mas quem não faz formação não tem o que levar!!!



As apostilas do módulo básico são fantásticas em sua praticidade e só não se torna santo quem não quer! Exercer o que se recebe na formação no grupo onde se tem a raiz, é sinal de maturidade alcançada e desejo e amor pelas almas! Me incomoda ver grupos esvaziando… Me alegra ver grupos crescendo em qualidade e também em quantidade, pois onde tem qualidade, tem quantidade!!! É a lógica irmãos…

Se vivemos pelo Espírito, andemos de acordo com o Espírito!

Uma condicional para quem quer caminhar!

Uma condicional para quem quer amadurecer e manter a chama acesa e não para quem quer manter a chama “meia boca”! O Espírito não é meia boca! É inteiro!

Deus não sabe dar pouco. Só sabe dar tudo.

É uma lógica divina: Se temos e experimentamos a força e a potência deste Espírito Santo, então, se somos seduzidos e apaixonados por Ele, iremos querer andar em Sua presença, iremos querer depender Dele! Andemos DE ACORDO com este Espírito!

Atitudes do Espírito Santo agindo em nós!

Palavras do Espírito Santo agindo em nós!

Obediência gerada pelo Espírito Santo agindo nós!

Maturidade espiritual gerada pelo Espírito agindo em nós!

Tudo o que Deus faz, faz na nossa natureza, conta com nossa cooperação, pois sem nosso consentimento, sem nosso passo na direção de Deus, Deus não pode realizar muito na nossa natureza, já que Ele age nela…

Se VIVEMOS pelo Espírito, andemos de acordo, e não em desacordo com este Espírito…

Assim se encerra o discurso de como se testemunha. Com esta condicional que nos guiará neste 2015, onde várias promessas precisam se cumprir na vida dos que crêem! Quem não crê, nada vai observar e não adianta ficar insistindo com alguém quando já se tem uma opinião e posição formada sem uma abertura para a mudança.

Quem abraça um movimento, se move com ele dentro da Igreja, então sigamos a moção, pois os primeiros beneficiados seremos nós ao vivermos segundo e de acordo com o Espírito Santo…

Jesus, tu que és o batizador, batiza-nos de novo com este Espírito Santo, envolve-nos com este amor derramado em nossos corações!

Atualiza a graça da efusão do Espírito Santo em nós! Sopra de novo como fizeste aos apóstolos e nos ensine a não voltarmos atrás e nem cairmos em descrédito, mas investirmos nesta experiência do Cenáculo e não voltarmos atrás diante da graça recebida como aconteceu com os apóstolos e com os santos!

Queremos andar e viver segundo o Espírito Santo!

Bendita RCC! Sejamos Igreja! Façamos o movimento conforme o sinal da CABEÇA que é Cristo e Seu corpo místico age



conforme a cabeça e não sem Ela… o movimento é sinalizado pela cabeça que faz agir os membros…

Assim funciona o corpo.

Paz e fogo!

Seu Servo em Cristo: Antonio Lucio de Oliveira


Jesus

I Kairós Juventude Viva – Anápolis – Go.




“FAZEI TUDO O QUE ELE

VOS DISSER ! …”

(São João 2,5)



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Encontro diocesano para Jovens a ser realizado no Centro de Evangelização João Paulo II nos dias 31/10 a 2/11 de 2014.

Fichas R$ 40,00 dormindo no local com refeições.
Início na Sexta feira às 19:00 Hs

Levar Bíblia, Terço e roupas de cama.

Procure sua Ficha

Maiores informações com:

Helismar: 9611-2665

Escritório RCC: 3387-2439


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I Congresso Diocesano Jovem – RCC – Anápolis – Go.

Dias 14, 15 e 16 de novembro

Local: No Centro de Evangelização João paulo II

Show com Diego Fernandes, Ingressos já a venda.


SHOW COM DIEGO FERNANDES



Repouso no Espírito e Renovação Carismática.



Na Renovação Carismática, encontram-se várias manifestações do poder do Espírito Santo, que de início espantaram grandemente, mas que são agora mais facilmente admitidas como autênticas; é assim com o dom das línguas, das curas, a Efusão do Espírito, a imposição das mãos.

Mas há um fenômeno sobrenatural menos conhecido, que se torna cada vez mais frequente na Renovação Carismática: é o repouso no Espírito. Depois de um estudo atento sobressai, sem equívoco possível, que esta experiência encontra o seu fundamento na teologia.



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Jesus Repousa tranquilamente enquanto os anjos o assistem.



Repousar no Espírito é

Descansar nos Braços do Pai.


 “Só em Deus repousa minha alma, só dele me vem a salvação.”

(Salmos 61,2)

“Por isso meu coração se alegra e minha alma exulta, até meu corpo descansará seguro,”

(Salmos 15,9)


Repouso No Espírito:

Renovação Carismática:



Com efeito, o repouso no Espírito reveste-se das características do arrebatamento (que é uma espécie de êxtase) salvo na sua causa imediata, que é o pedido feito a Deus, numa oração apropriada.

Convém lembrar que se encontra uma situação semelhante no Batismo do Espírito. Com efeito, este favor espiritual era normalmente concedido àqueles que faziam progressos notáveis na vida espiritual, enquanto que agora é recebido até pelos pecadores, por vezes de um modo instantâneo, na sequência de uma oração feita por outros para esse fim. É assim, também, para o repouso no Espírito. Outrora, apenas se encontrava (pelo menos na maior parte das vezes) nas pessoas avançadas na vida espiritual; pelo contrário, nos nossos dias, a oração ao Espírito Santo obtém-no até para os pecadores.

Como é um arrebatamento, o repouso no Espírito é da mesma família da ordem extática, mas não arrasta consigo a santificação da pessoa nalguns instantes. Esta experiência mística é destinada a favorecer uma vida cristã mais fervorosa ou uma conversão do coração.

Habitualmente, o arrebatamento verifica-se em pessoas avançadas na vida espiritual, ou, como dizia Santa Teresa d’Ávila, que atingiram as sextas moradas do castelo interior. Não se chega, portanto, de um pulo, ao período do êxtase ou do arrebatamento; em geral este é precedido de uma série de etapas de contemplação infusa, das quais a menos elevada é chamada por Santa Teresa d’Ávila “oração de contemplação”.


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Repouso no Espírito Repouso no Espírito Ordenação Sacerdotal

Lembremo-nos de que há três graus no êxtase:
1) O êxtase simples, quando este se produz lentamente, ou se não é muito forte;
2) O deslumbramento, quando o êxtase é súbito e violento;
3) O voo do espírito, quando, como diz Santa Teresa d’Ávila, “age de tal maneira que o espírito parece verdadeiramente sair do corpo”.

Ora, as características do deslumbramento encontram-se no repouso no Espírito, salvo, evidentemente, o grau avançado de vida espiritual. Com efeito, acontece que Deus concede uma tal experiência espiritual a pessoas de virtude vulgar, ou a principiantes na vida espiritual, a fim de os atrair a Si.

O repouso no Espírito resulta, mais frequentemente, da imposição das mãos, ou pelo menos de um toque da mão na cabeça, embora esse gesto não seja sempre necessário. A pessoa começa a vacilar, para finalmente cair devagarinho para trás. Esta queda é causada por uma graça tão poderosa do Espírito Santo que o corpo já não pode suportá-la e, então, as suas forças abandonam-no. Contudo, é preciso esclarecer que a queda não é obrigatória e não condiciona, necessariamente, a recepção da graça. Por outro lado, aqueles que não “caem” são afetados por uma vertigem não desagradável, tremuras ou pernas debilitadas, mas estas manifestações físicas são impregnadas de doçura e de paz. A sensação interior de repouso no Espírito parece existir também nas pessoas que não caem.


Jesus_Madalena Jesus_Madalena Aos Pés do Mestre

Repouso no Espírito e Missão Divina

O repouso no Espírito supõe uma nova efusão do Espírito Santo ou, mais precisamente, como se chama em teologia, uma nova missão deste Espírito Divino. Lembremos que as Missões Divinas, quer dizer, o envio das Pessoas do Filho e do Espírito Santo, podem ser visíveis ou invisíveis. Estas últimas constituem as principais modalidades da ação santificadora da Trindade Santa nas nossas almas.

Quanto ao repouso no Espírito, não é uma nova vinda da Pessoa do Espírito Santo, já recebida no Batismo; pelo contrário, consiste numa nova efusão das suas graças e das suas manifestações. Esta nova efusão do Espírito Santo realiza, então, uma renovação real da relação da pessoa com o Espírito Santo que já a habita e uma experiência de Deus mais íntima, que se abre num conhecimento amoroso mais ardente.

O repouso no Espírito é, portanto, o efeito de uma missão divina, porque comporta o progresso na vida espiritual e porque constitui um novo estado de graça santificante.


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MISSA CARISMÁTICA Missa Carismática MISSA CARISMÁTICA

Repouso e Batismo no Espírito

O repouso no Espírito resulta, portanto, de uma nova efusão do Espírito Santo, mas de um gênero diferente da que o Batismo no Espírito provoca. Com efeito, a experiência espiritual do repouso no Espírito parece realizar-se, sobretudo, ao nível da inteligência. Pelo contrário, o Batismo no Espírito verifica-se, em especial, ao nível da afetividade.

O repouso no Espírito desenvolve consideravelmente a acuidade intelectual, no sentido em que a atenção é mais levada para a experiência atual da intimidade divina. A consciência é amplificada, mas é desviada das realidades exteriores e é mais centrada na realidade sobrenatural. Por outro lado, os limites pessoais podem, também, tornarem-se mais manifestos. Há, portanto, um engrandecimento da lucidez interior sobre Deus e sobre si próprio.

O repouso no Espírito é um arrebatamento que interrompe o conhecimento que se pode adquirir por si próprio. O Espírito Santo não faz, portanto, um vazio na inteligência, mas suspende temporariamente a sua atividade, fixando-a em Deus. É isto que se chama, em teologia mística, a “ligação das faculdades”.

Tudo o que a alma conhece pelas suas próprias forças não é nada, em comparação com os conhecimentos abundantes e rápidos que lhe são comunicados durante os arrebatamentos. O repouso no Espírito é frequentemente acompanhado de luzes especiais e novas, que se dirigem para Deus, para o Cristo, para a sua misericórdia, para o valor da vida cristã, para os pecados, para os defeitos, os insucessos, etc. Estas luzes não acontecem sempre explicitamente durante o repouso no Espírito, mas a sua compreensão desenvolve-se ao longo das horas ou dos dias que se seguem à experiência.

Durante os arrebatamentos e, portanto, durante o repouso no Espírito, Deus revela segredos de ordem sobrenatural; habitualmente, sente-se que a inteligência cresce, que há um aumento das faculdades superiores. Acodem ao espírito ideias profundas, mas é impossível explicá-las com detalhe e com precisão. Isto advém do fato não de que a inteligência estivesse como que adormecida, mas de que foi elevada a verdades que ultrapassam a capacidade do espírito humano.

Enquanto a inteligência conhece uma dilatação prodigiosa, a atividade da imaginação está suspensa durante os períodos culminantes. Quanto mais a luz é forte, mais a alma se sente encandeada, cega. Por outro lado, se ficarmos somente pelas aparências, o repouso no Espírito pode apresentar algumas semelhanças com os estados parapsicológicos, como os estados hipnóticos, histéricos, mediúnicos, magnéticos, letárgicos, cataléticos… Contudo, a semelhança é apenas exterior; apresenta-se somente nos fenómenos corporais, que têm relativamente pouca importância no repouso no Espírito. Quanto à sugestibilidade, pode, por vezes, contribuir para provocar o repouso no Espírito; contudo, não se deve exagerar a sua importância. De qualquer maneira, é impossível que a sugestão, por si própria, possa provocar uma reação tão violenta e tão súbita como o repouso no Espírito.


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SVE I – Encontro de Jovens – Diocese Santo André.


Repouso no Espírito e incapacidade corporal

O repouso no Espírito traduz-se, habitualmente, por uma incapacidade corporal. A pessoa começa por vacilar, para finalmente cair suavemente para trás; a energia física desvanece-se. A pessoa está como que ofuscada pela intensidade da presença interior do Espírito Santo. Há, então, incapacidade de adaptar o psiquismo e os sentidos a uma experiência espiritual tão intensa.

Em termos técnicos, pode dizer-se que, no decurso do repouso no Espírito, só o “Pneuma” se liberta para se “aquecer” no seio do Pai, enquanto que a “psique” está como que ligada desde que se deu a “invasão” do corpo pelo Espírito Santo. Enquanto a pessoa “repousa” no chão, parece estar num meio-sono, banhada numa grande paz. Terá, por vezes, a impressão de estar como num outro mundo, ou ainda, como do lado de fora do seu corpo. Saboreia uma grande alegria interior, um amor de Deus muito intenso, a que se junta por vezes uma cura física ou interior, ou opera-se uma conversão profunda. O repouso no Espírito dá, frequentemente, forças novas ao corpo e ao espírito, tal como o sono natural regenera as forças corporais. O repouso no Espírito é uma inibição reparadora.

Quanto à duração, vai de alguns segundos até algumas horas. Quanto mais tempo dura, mais a influência divina é susceptível de ser profunda. A maior parte das pessoas deseja não ser incomodada, a fim de saborear esta presença invulgar de Deus.


Ordenação Sacerdotal Aos  pés de Jesus Ordenação Sacerdotal

Como recebê-lo

De uma maneira geral, pode dizer-se que uma pessoa que está habitualmente aberta às inspirações do Espírito Santo, esteja ou não avançada na vida espiritual, está mais disposta ao repouso no Espírito. Pode notar-se, contudo, uma diferença: é que a pessoa avançada continuará tranquila e sossegada, enquanto que a outra estará sujeita à emoção.

Se o repouso no Espírito não se produz, a pessoa poderá, até mesmo, ser santa e habituada à influência do Espírito. De qualquer maneira, é preciso evitar fazer um julgamento geral sobre as pessoas que recebem o repouso no Espírito e as que não recebem. Mas, em poucas palavras, pode dizer-se que apenas não se recebe o repouso no Espírito porque se resiste, recusando-o, ou então porque se está habituado à ação do Espírito em si próprio.

Por outro lado, o repouso no Espírito sobrevém, a maior parte das vezes, na oração. Pode tratar-se de um grupo de pessoas, mais ou menos considerável, reunido para uma oração comum, seja litúrgica, seja carismática; mas uma ocasião muito favorável é a celebração eucarística, especialmente depois da santa comunhão. Quanto mais a atmosfera está impregnada de oração, mais o repouso no Espírito se manifesta, por vezes mesmo sem as que as pessoas sejam tocadas por outras. A oração de louvor é uma causa particularmente eficaz do repouso no Espírito. Este repouso também se produz, muitas vezes, a seguir a um ministério de pregação, confinante a orações de cura. Convém assegurar um clima tranquilo na assembleia e evitar a exaltação da assistência e toda a procura de espetáculo.

Pe. O. Melançon, CSC 

Site Oficial da RCC – Brasil




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